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sábado, março 03, 2007

Salselas na wikipedia

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Salselas
Concelho



Macedo de Cavaleiros
Área



36,42 km²
População



480 hab. (2001)
Densidade



13,2 hab./km²
Orago



S. Lourenço
Código postal



5340-400
Sítio



http://www.salselas.web.pt
Endereço de
correio electrónico




cer.salselas
Freguesias de Portugal


Image:MCD-salselas.gif

Salselas é uma freguesia portuguesa do concelho de Macedo de Cavaleiros, com 36,42 km² de área e 480 habitantes (2001). Densidade: 13,2 hab/km².

É constituída pelas aldeias de Salselas, Valdrêz e Limãos. Suas principais actividades são a agricultura e pecuária, sendo a produção de leite bovino e azeite as principais actividades econômicas.

É conhecida pelas suas tradições, sendo os "Pauliteiros de Salselas" e o Museu Rural de Salselas as referências mais significativas a nível cultural. A aldeia de Salselas encontra-se inserida no Parque ecológico da Barragem do Azibo.

A 15 Km da cidade de Macedo de Cavaleiros, a Nordeste desta, bem junto de dois dos principais pontos fulcrais do concelho, que são o espelho da Barragem do Azibo e o Santuário do Santo Ambrósio, ergue-se a já velhinha aldeia de Salselas, velhinha pela sua idade e história, hoje revogada a freguesia, que em conjunto com as aldeias de Limãos e de Valdrêz assim como a da abandonada aldeia de Banrezes, constituem em area a terceira maior freguesia do concelho de Macedo de Cavaleiros, com os seus 480 habitantes. Para se conseguir conhecer um pouco da vida desta comunidade e conseguir penetrar nos seus usos e costumes, seremos obrigados a debruçar-nos sobre cada uma das aldeias que a constituem, uma vez que se encontram interligadas intimamente. é certo que em determinados momentos e fases da história estiveram totalmente independentes umas das outras, e isso deve-se sobretudo a assuntos eclesiásticos.


Um pouco de História...

Valdrês

Com vestígios de um povoamento castrejo anterior á nacionalidade, foi paróquia no primeiro período da Monarquia Portuguesa (Sec. XII-XIII), com S. Miguel como Orago. Valdrêz , ao longo do tempo, á foi conhecida pelos títulos de Baldrago, Baldereci, Baldrediz, Baldais, Baldreis, Baldrêz e por fim Valdrêz. Aparece muitas vezes citado nas inquisições de D. Afonso III e D. Sancho I de Portugal. Em 1158 foi considerado um dos “Villares Vedros”, ou seja, Vilares antigos, mas continuava despovoado devido sobretudo à invasão Leonesa da 2ª metade do Sec. X que tornou as nossas terras em lugares desertos, pois estes sítios eram propícios às investidas dos Leoneses. Mas na verdade este despovoamento, devia-se sobretudo a sucessivos impedimentos, por vezes, de Nuno Martins de Chacim, senhor e dono de Grande parte da terra, assim como dos homens de Lampaças ( hoje Quintela de Lampaças) ou ainda pelos habitantes de Salselas. D. Sancho II, através de desmandos e extorsões, que o levariam à sua queda, havia sido cerceado pela administração de D. Afonso III, seu irmão, que com as inquisições de 1258, demonstrou de imediato várias injurias e usurpações. D. Dinis em 1290 ordenou novas inquisições que se afiguraram eficazes para o controlo de populações. No caso concreto de Valdrêz, permitiu-lhe que fosse elevada a paróquia nesse mesmo ano. Diziam as testemunhas dessa época que Valdrêz era reguenga e que após tentativas falhadas “a povoou o concelho de Bragança por reguenga Del-Rei, e por aldeia de Bragança”, já que a coroa dela rechaçou o privilégio abusivo de “Honra”. Porventura esquecida em 1320, aparece, porem, em 1706 anexa a Quintela de Lampaças com 55 fogos, que se manteriam em 1717 e 1751, mas já com um decréscimo demográfico (25 fogos), desconhecendo-se a data de integração na actual freguesia.

Nos dias de Hoje, Valdrêz é servida por estrada municipal, fora apeadeiro na linha do caminho-de-ferro Tua-Bragança, no entanto com a sua abolição ficou pobremente servida em termos de transportes públicos.

Com o “Boom” do êxodo demográfico dos anos 60/70 resultando na emigração sobretudo para a França, Espanha e Brasil, Valdrêz apresenta hoje um nível demográfico que nem atinge os 100 habitantes. É caracterizada por uma população marcadamente envelhecida onde a agricultura e pecuária, representa o grosso do rendimentos desta comunidade, uma agricultura meramente de subsistência, sendo a Oliveira a sua fonte de rendimento mais assinalável. Saliente-se porém que é uma aldeia em que a escola primária funciona a 100% na medida em que possui algumas crianças em idade escolar.

Devido à situação geográfica, encontra-se situada na encosta de um vale estreito, em V, rasgado pela ribeira de Salselas, dando costas com a Barragem do Azibo. Do ponto de vista de edificações, verifica-se a presença assinalável das típicas construções em Xisto e Feldespatos, minerais em abundância nesta Zona, nomeadamente no núcleo da Aldeia, muitas delas ainda habitadas. Nos tempos que correm, notar também a presença da influencia da imigração nalguns edifícios que vão pintalgando, as belas paisagens da aldeia de Valdrêz.

Do ponto de vista cultural, não possuiu nenhuma tradição marcadamente “sua”, caracteriza-se sim por uma população afável, e acolhedora, onde o presunto, o salpicão, o queijo fresco de Ovelha, Cabra ou Vaca, assim como o pão de trigo, centeio ou mistura, cozidos em forno de lenha, e a garrafa do vinho verde/maduro tinto, fruto das poucas vinhas que ainda se encontram na aldeia, tornam as mesas fartas a quando da presença de visitas, saliente-se ainda uma cozinha em que o azeite é rei e senhor da mesa, marcando todos os pratos culinários com o seu gosto fino e recatado, e a sua cor verde esmeralda límpida. Por ocasião dos princípios do mês de Agosto, a aldeia enche-se de cor e alegria para comemorar a festa do Orago S. Miguel, sendo também esta a altura propicia ao encontro dos imigrantes que se encontram no estrangeiro, com as famílias de origem.

Aos visitantes, a não perder um copo na taberna do “ J’âo Miguel” com a sua característica rural que prevalece há já bastantes anos, como ponto de encontro das noites frias de Inverno e das Tardes quentes de Verão...


Limãos

Parece ser a menos estudada de todas as povoações do conjunto referido. Foi em tempos sede de freguesia, tendo como Orago S. Sebastião. Ignora-se como foi instituída e a que época remonta o povoamento da localidade, cujo topónimo remontará porventura, à antiguidade. Em 1706 era uma freguesia anexa a Vinhas e contava 70 fogos, e o seu cura era representado pelo abade de Vinhais. Em 1717 é apresentado com o anexa a Castro Roupal que também dependia de Vinhas. Refira-se da existência da antiga confraria de S. Sebastião, padroeiro da Igreja, que foi agraciada pelo papa Inocêncio XII com as indulgencias habituais. Desconhece-se pois quando foi integrada na Freguesia de Salselas, prevendo-se porém que tivesse sido no principio do Sec. XIX. Na actualidade Limãos, é hoje uma das aldeias mais Prósperas do Concelho de Macedo de Cavaleiros, na medida em que tem sido uma aldeia em que a estabilidade demográfica se tem mantido, onde a população jovem contrasta com a população idosa, fazendo um misto de idades marcadamente Jovial. Tornou-se desde meados dos anos 80 num marco cultural do concelho de Macedo de Cavaleiros, com a romaria de Santa Eufemia, nos finais do Verão, no 1º fim de Semana do mês de Setembro, em que a Aldeia se enche de Visitantes e familiares, imigrantes e emigrantes, tornado-a uma das festas mais solicitada desta zona, devido à presença de bandas conceituadas na Musica Popular Portuguesa. Para tudo isto tem contribuído a estreita ligação entre todos os populares da Aldeia assim como o interesse mutuo, pela cultura da Povoação. Trata-se pois de um caso raro e invejável do sentido de organização de uma comunidade. Uma comunidade que tem como principal económica a agricultura, sobretudo a pecuária, foi em tempos uma grande produtora de cereais, mas devido à política agrícola nacional, dedicou-se quase exclusivamente á pecuária. Pecuária que está bem presente na mesa de qualquer habitante de Limãos, desde os queijos frescos, aos enchidos, assim com o bastantes pratos culinários sobretudo borrego, cabrito e leitão assado. A caça é também, sem duvida outro dos representantes desta comunidade, na medida em que podemos afirmar que perto de 70% da população masculina é ou já foi caçador, estando mesmo organizados em Associação de Caçadores, com respectiva reserva de caça. Em termos culturais Limãos não aparenta tradições próprias muito marcantes, tendo no entanto Uma associação cultural e recreativa responsável por actividades tão diversas como o grupo de futebol, torneios de jogos populares, e a organização da festas da aldeia...

Servida por estrada municipal situa-se numa zona privilegiada em termos geomorfológicos pois situa-se numa planície, rodeada pelos montes de Morais e o alto da Caroceira que a separa de Salselas, sendo um terreno mineralmente rico e próspero a arvores de fruto, sobretudo os castanheiros,

A sua traça arquitectónica não será tão marcada pela presença do xisto na medida em que é uma aldeia marcadamente que se tem expandido á custa dos imigrantes que têm regressado ás origens e trazendo com eles alguma influência dos países de acolhimento apresentando assim uma traça mais moderna, com habitações recentes, no entanto estão bem presentes as casas de Xisto no centro da Aldeia.


Banrezes

Constituindo em 1320 uma comunidade cristã de poucos recursos, S. Geraldo de Banrezes foi juntamente com Santa Comba Nova( Combinha), S. Vicente de Peixão e Campo Bom uma das quatro igrejas da terra de Lampaças com mais baixa tributação para a guerra contra os Mouros. Foi taxada em apenas 10 libras, o que corresponde ao escalão mais baixo possível. Em 1706 contava 20 fogos e encontrava-se anexa à abadia de Vinhas, embora em 1717 seja dada conjuntamente com Gralhós, Limãos, Bagueixe e Vinhas na lista das anexas apresentadas pelo Abade de Castro Roupal, e todas do Padroado real. Para o Seminário diocesano de Miranda contribuíra em 1717 com 40 reis apenas, menos ainda do que os 60 reis dados por Santa Combinha, Bagueixe e Macedo Mato. Em 1751 a sua igreja paroquial continuava dedicada a S. Geraldo cuja imagem se encontrava no altar-mor . O Pároco de Banrezes era um Cura amovível, da apresentação do abade de Vinhas, recebendo do dito Abade, de côngrula 8000 reis em dinheiro 22 alqueires de trigo e centeio e dois almudes de vinho, além do pé de altar, que era sempre coisa limitada. Em 1840, curiosamente, Vale da Porca encontrava-se a Banrezes, que certamente com a reforma administrativa de 1853 foi extinta como Freguesia e integrada como simples lugar na de Vale da Porca, que desde esse ano, passou a fazer parte do concelho de Macedo de Cavaleiros, com a extinção do de Chacim, a que antes pertencia. A esta localidade, também chamada Banrez por alguns dos seus antigos moradores, que há já habitavam à precisamente 738 anos.

Esta aldeia foi vitima de uma grave epidemia que provocou o êxodo total da referida comunidade, tendo o ultimo habitante abandonado a aldeia acerca de 30 anos, hoje apresenta-se apenas e só com um conjunto de ruínas á vista... pertencendo á freguesia de Vale da Porca

A aldeia de Banrezes nos dias de hoje é habitada apenas por uma comunidade estrangeira que se fixou à poucos anos nas ruinas da aldeia, revitalizando o lugar que se manteve abandonado durante várias décadas.


Salselas

Salselas existia já como paróquia no ano de 1258, como tal consta das inquisições de D. Afonso III. Porém o seu povoamento é muito antigo, remontando mesmo à altura do Megalítico, como demonstra a designação de um dos seu Topónimos “Cabeço d’ Anta” que representa bem a antiguidade da aldeia.

Aquando da Nacionalidade, com as invasões Leonesas no Sec. X, a povoação encontrava-se semidesértica e foi D. Sancho I, por altura da imposição do Povoamento dos “Villares Veteros” (lugares desertados pelos invasores) que ressurge a paróquia devido sobretudo às possessões dos moradores de Castro de Avelãs. Estima-se que o povoamento de Salselas teria sido feito por pessoas provenientes da localidade de Salsas, concelho de Bragança, e que justificaria inteiramente o topónimo de Salselas que equivaleria a dizer “pequena Salsas” ou “Nova Salsas”, fenómeno alias frequente em questão de povoamentos e toponímia sobretudo a quando de repovoamentos efectuados por famílias ou grupos definitivamente imigrados. No entanto, a população não é da mesma opinião revertendo o nome “Salselas” à lenda de Salselas que apresentaremos como Documento Anexo.

Na sua área há vários vestígios de povoamento Castrejo, atestam os documentos que em 1258 se deu a partilha da Igreja e da vila de Salselas pela Ordem do Hospital e pelo Mosteiro de Castro de Avelãs, que por um lado significou encargos a cumprir e, por outro lado significou protecção a receber. Em todo o caso, as coisas não terão corrido tão mal, já que as inquisições de D. Dinis em 1290 permitem ver a Ordem do Hospital que já possuía uns catorze casais e o Mosteiro de Castro de Avelãs uns oito casais, sem esquecer os dois casais que os herdeiros de Nuno Martins de Chacim aí possuíam igualmente.

Em 1320 a capacidade económica de Salselas era mediana, ano em que foi taxada a dar, como todas as igrejas do Reino, para “Subsídio de Guerra contra os Mouros”, a décima parte do total da sua renda anual durante 3 anos. Mais tarde , em maio de 1546, D. João III ordenou que os bens do Mosteiro de Castro de Avelãs fossem inteiramente cedidos para património cabido da Sé de Miranda, pelo que Salselas foi assim integrada nesse cabido. Em 1717 Salselas era de Apresentação régia, o seu Abade representava ainda a igreja de S. vicente de Vale da Porca, certamente por seus rendimentos (300 mil reis). A Igreja Patriarcal de Lisboa viria aqui buscar-lhe dois quintos dos seus fundos. Segundo a corografia Portuguesa em 1706 a Abadia de Salselas rendia 300 mil reis com os seus 70 fogos e tinha anexa Vale da Porca, situação em que se vê a pagar 3.200 reis ao Seminário de Miranda.

Pertencia então Salselas, ao concelho de Bragança, transitando depois , em 1852 para o concelho de Izeda. Em 1874 passou então para o recem criado Concelho de Macedo de Cavaleiros. Desconhece-se porém em que instante da história é que salselas deixa de ser Vila e passa a Freguesia.


Salselas apresenta-se-nos nos dias de hoje como uma aldeia marcada pela grande desertificação provocada pelo fenómeno migratório para o estrangeiro, nomeadamente França e Alemanha, mas tambem para os grandes centros populacionais do pais, Lisboa e Porto assim como para a vizinha Cidade de Macedo de Cavaleiros, pelo qual a media de idades dos residentes desta adeia ronda os 40 anos, tornando-se uma das freguesias com população mais envelhecida do concelho.

De momento as escolas que noutros tempos albergavam dezenas de alunos, classes de 20, 30 a 40 alunos encontram-se encerradas desde 1996, altura em que por ordem da Delegação de Educação do Norte se procedeu ao seu fecho por falta de alunos para viabilização das mesmas.

Situada numa zona singular em termos de solo devido à qualidade e deversidade da sua materia mineral, Salselas é um dos lugares geologicos nacionais mais ricos, tendo sido alvo de estudo aprofundado, por parte dos geologos que fizeram parte da equipa de estudo do Projecto da Albufeira do Azibo e catalogado como um dos principais pontos de interesse geologico do País, devido à diversidade de rochas foi outrora centro de alguma actvidade mineira, nomeadamente a extração de rocha de calcario, para os fornos da cal que funcionavam na vizinha Vale da Porca, que transformava a mesma a rocha em cal para variados fins, sobretudo a agricultura e a construção civil, tambem a extracção de rocha de Talco que, rara em Portugal, foi durante muito tempo largamente extraida até há poucos anos nas pedreiras de Salselas, pedreiras essas que forneciam mineral para o fabrico de pó de talco usado sobretudo na industria farmaceutica. Ainda se podem ver a ceu aberto essas mesmas pedreiras, merecendo especial destaque pois de momento servem de ninho a várias espécies de aves onde efectuam a sua nidificação. Outras rochas que poderemos salientar são as grandes quantidades de quartzite na zona do seixo branco, assim como

Como População marcadamente envelhecida, as principais actividades economicas são a agricultura e a pecuaria, sobretudo a pecuaria, devido às facilidades que se proprocionaram como a politica agricola comum, que favoreceu a pecuaria. Ao contrario a agricultura foi regredindo de maneira a que hoje resume-se apenas a uma actividade de apoio à pecuaria, na produção de forragens para alimentação dos animais, outrora a agricultura era sinónimo de extensos campos de trigo e centeio, fonte de rendimentos da população da època. A pecuaria assume-se como fonte de rendimento da população pela produção de gado para leite e para abate, embora tenha sofrido um rude golpe com o periodo da BSE que reduzui o nº de animais em 80% num curto espaço de tempo, encontra-se na actualidade de novo em fase de desenvolvimento, no entanto apresentado ainda alguns sinais da regressão, existe um centro de ordenha comunitário, onde o leite é acumulado após o processo de ordenha, para posterior venda a uma empresa de produtos lacteos.


Devido à situação geografica e aos recursos Bio-Climáticos, Salselas sempre foi Zona Próspera para a Horticultura, encontrando-se situada num Vale em U bastante alargado, rasgado pela Ribeira de Salselas que nasce nos limites da freguesia e vai desaguar ao rio Azibo, perto da localidade de Chacim tornando-se num afluente do Rio Sabor. Em conjunto com a reserva de agua da Barragem do Azibo, atribuem a esta zona um microclima unico para as culturas horticolas.

Pintando as colinas à volta da aldeia com o seu verde sujo a oliveira é sem duvida a arvore de fruto com maior grau de penetração nesta zona, assim como uma fonte de rendimentos, sobretudo devido à produção de azeite, que em Salselas teve lugar de relevo, possuindo outrora dois Lagares, que funcionavam como unica industria da freguesia, procedendo a toda a transformação da azeitona até obter o azeite virgem, um processo maravilhoso para ver nas alturas do Natal e Ano Novo.

Outrora era tambem cultura importante a Vinha que ainda hoje se podem encontrar alguns vestigios, sobretudo devido aqueles que ainda mantem a cultura para consumo proprio, obtendo-se um vinho muito proximo do vinho generoso devido às castas do Douro que se misturam nesta zona com as castas morangueiras, que em conjunto com o tipo de solo e clima dão um tipo de vinho unico em gosto e cor.

Devido ao grande abandono da agricultura os grandes campos de cereal foram substituidos por extensas areas de mato, sobretudo giestas, estevas e tojos e tambem por arvores de pequeno porte, carvalhos, carrascos, assim como alguns sobreiros, que de tempos a tempos fornecem a tão cobiçada cortiça. Estes matos deram albergue a varios tipos de animais e aves, que tornaram a caça um dos fenómenos de lazer mais procurados nesta freguesia, resultando na actualidade a criação de duas associações de caça com respectivas reservas, que zelam pela manutenção das mesmas, tanto em fauna como em flora. Aqui poderá encontrar animais como a perdiz, a codorniz, a rola, o estorninho, o melro, o coelho, a lebre e o javali se é adepto da caça, mas tambem se é um adepto da natureza, tambem pode encontrar a raposa, o gato bravo, as doninhas, e com um pouco de sorte poderá encontrar alguns casais de esquilos que foram lançados para repovoar estas areas. Poderá encontrar tambem aves como a cegonha branca, com grande expansão devido á construção de ninhos artificiais por parte da população, que resultou em pleno com a ocupação dos mesmos por parte das cegonhas, tambem poderá encontrar aves de incomparável beleza como a águia pesqueira, o grifo, o gavião, espécie quase extinta na penisula Ibérica, assim como o pato bravo e o mergulhão, o gaio, o pica pau, a cotovia, e varias outras que não dispensam visita.

Se é adepto da pesca poderá encontrar varias espécies de peixes nomeadamente, a truta, a carpa, o barbo, a achigã, o escalo, a perca e o lucio assim como o lagostim na zona de junção com o azibo. Todas estas especies poderão ser encontradas na Albufeira do Azibo, assim como algumas que poderão ser encontradas na ribeira de Salselas.

Culturalmente a aldeia de salselas é uma localidade rica em tradições e historia, sobretudo de cariz religioso mas tambem pagão.

Os Pauliteiros, o Museu Rural, a Associação Cultural e Recreativa, a Associação de Caça e Pesca, a comissão de festas, assim como os restantes grupos de indole religiosos, representam bem a actividade associativa e cultural da aldeia.

O Grupo de Pauliteiros representa não só a tradiçao, mas tambem uma estreita ligação à cultura mirandesa, uma vez que a freguesia se encontra localizada na periferia da região mirandesa, sofrendo portanto vastas influencias culturais. Representando a nossa região e s seu costumes a nivel nacional, mas tambem internacionalmente.

Dados que provem dos livros de Antonio Cravo e Carlos Pinto Ferreira sobre a Freguesia, seus costumes e geomorfologia data de 2006.

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