Comunidade Electronica de Salselas

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terça-feira, novembro 04, 2008

Aguardente ou Bagaço

Estamos na altura do fim da vindima, já o vinho repousa na pipa, e o bagaço vai para o Pote para ser transformado em Aguardente.

Também em Salselas a Tradição se mantém ao longo dos anos.

Após a feitura do vinho, ainda há mais para aproveitar daquilo que restou das uvas. Por isso, depois de retirado o vinho para os Pipos, o bagaço é levado para o alambique para fazer a aguardente.

Há alguns anos atrás, este líquido servia muitas vezes de mata bicho dos homens e era utilizada com fins terapêuticos:
servia de desinfectante substituindo o álcool, de digestivo após as refeições, para aliviar a dor de dentes e no tratamento de constipações, quando aliada ao limão e ao mel no chamado champorrião.


Durante este processo tem que haver alguma atenção por parte das pessoas que estão a fazer a aguardente.
A água do tanque por onde passa a serpentina tem que ser renovada frequentemente, pois vai aquecendo provocando a paragem na condensação;
a chama da fogueira também tem que ser controlada pois se for muito forte a aguardente sai com um gosto desagradável a queimado;
o teor alcoólico também tem que ser vigiado pois a certa altura o líquido que sai já tem fraco sabor.



O alambique ou "os Potes" é um conjunto formado por duas peças de Cobre, uma espécie de Forno, e a parte móvel formada por uma caldeira e uma serpentina feitas em cobre.

A caldeira com o bagaço coloca-se por cima da lenha a arder. Com o aquecimento, começam a libertar-se vapores que se espalham pela a serpentina. Esta está submersa no tanque cheio de água fria. Em contacto com ela, dá-se a condensação do vapor que passa para o estado líquido e vai sair por um tubo, caindo para dentro duma garrafa ou garrafão. É a aguardente vinícola, um produto alcoólico que resulta da destilação do bagaço de uva fermentado.



Aqui mando fotos da tradição que ainda preservamos que é o acto de produzir aguardente feita por especialistas.

A tripla de especialistas Salselenses, no "Mata Bicho", José Henrique Pinto, Valdemar e Cândido no seu melhor.

Fotos cedidas pelo Conterrâneo Angelo Ribeiro, bem hajas pelo momento.