Comunidade Electronica de Salselas

Para Todos os Salselenses pelo Mundo | mail: cer.salselas@gmail.com

terça-feira, maio 24, 2011

FOTOS ANTIGAS

A todos os Salselenses, agradecia a todos que procurem lá por casa, nas caixinhas, nos baús, onde quer que seja... é favor enviar fotos antigas ou recentes para o nosso email cer.salselas(at)gmail.com.
Bem sei que muitas delas são pessoais, que registam um momento, no entanto registam também parte de uma historia da nossa terra e estamos a tentar reunir muita dessa historia para momentos futuros...


Estamos a pedir um trabalho que obriga a disponibilidade de algum tempo vosso, mas agradecíamos o v/ apoio... vá lá... é pela nossa terrinha...

Também existem muitas fotos, nomeadamente em casos de falecimentos de parentes/amigos que nos vem ter à mão e que não nos dizem grande coisa ou não tem significado, nesse caso solicitamos que não deitem fora, por favor entreguem na junta ou no museu, elas serão analisadas e catalogadas de maneira e ficarem arquivadas.

Por varias vezes temos sido abordados por familiares de salselenses que por motivos da vida foram obrigados a abandonar a aldeia à procura de melhores condições, e todos eles procuram noticias das raízes dos familiares, muita gente do Brasil, Canadá, Austrália, África do Sul, entre outros locais... e muitas vezes essas fotos podem conter alguem que é conhecido de alguém... um sorriso resultante dessa descoberta é um troféu para todos...
Temos recolhido algumas fotos e tem aparecido verdadeiros tesouros, é o caso das nossas fotos dos pauliteiros antigos.

Podem enviar também fotos vossas, não tem problema, lembrem-se que hoje são meras fotos, amanhã serão recordações...

Vamos publicar no facebook algumas das fotos que temos para partilhar outras podem ser vistas na pagina salselas online.
Fico à espera dessas fotos.

EIS AQUI O RESULTADO DO VOSSO CONTRIBUTO

quinta-feira, maio 19, 2011

Epidemia baniu Banrezes

O caminho em terra batida, que começa junto do Santuário de Santo Ambrósio, parece não levar a lugar algum. Contudo, centenas de metros depois, começa a vislumbrar-se um vale, onde lameiros, montes e ruínas de habitações de arquitectura tipicamente rural comungam em perfeita sintonia.

Ruínas de antigas habitações lembram outros tempos
Jornal Nordeste/Sandra Canteiro

Recortados pelo rio Azibo, onde ainda se contemplam aquilo que resta de velhos moinhos, os terrenos acolhem edifícios que, em tempos, albergaram um punhado de famílias.

Banzeres, na freguesia de Vale da Porca, concelho de Macedo de Cavaleiros, é, hoje, um lugar que guarda memórias e surpreende qualquer humano.

Outrora sede de freguesia, sobre a aldeia ainda paira o espectro da epidemia que, há cerca de 150 anos, dizimou grande parte da população.

Segundo reza a lenda, o fenómeno ocorreu na sequência da lavagem de um caixão, cujos vestígios terão contaminado a água das fontes e do rio Azibo. Os sobreviventes, com medo da doença, fugiram para as aldeias mais próximas.

"Ouvi contar que, como morria muita gente, o caixão era comunitário. Decidiram, então, ir lavá-lo numa fonte onde corria muita água. As pessoas diziam que foi de terem lavado lá o caixão que os populares começaram a morrer e como tinham medo que fosse da água, foram todos embora", recordou Helena Cavalaria, a última habitante a sair de Banzeres.

Santuário de Santo Ambrósio recebe milhares de peregrinos todos os anos, Banzeres e a sede de freguesia surgem, inevitavelmente, ligadas ao santuário de Santo Ambrósio, cujas histórias circulam de boca em boca um pouco por todo o lado.

Amélia Celas, habitante em Vale da Porca, conta que "umas raparigas iam a pé para casa quando foram surpreendidas por lobos. De repente, a porta da capelinha abriu-se para as meninas entrarem e fechando-se de seguida. Só depois dos lobos passarem e já não haver qualquer perigo, é que a porta se voltou a abrir".

Segundo se diz, o Santo Ambrósio é, também, o responsável pela recuperação do pai do cantor Roberto Leal, que, tendo ficado cego aos 40 anos, sonhou com o santo milagroso que lhe disse para pedir a cura ao Santo Ambrósio. Nessa mesma noite, começou a ver.

Na região contam-se, ainda, muitas outras histórias e feitos que levam, todos os anos, milhares de pessoas em romaria a Vale da Porca.

Jornal Nordeste/Sandra Canteiro
11:39 Quarta feira, 23 de setembro de 2009


Veja mais aqui .

quinta-feira, maio 12, 2011

curso apanha de cogumelos

Realizou-se em podence no inicio de maio o workshop sobre a apanha de cogumelos, aki fica o video para os demais interessados.

domingo, maio 08, 2011

A Lenda de Salselas

Encontra-se publicada a Lenda de Salselas no Site do Lendaruim, um site que recolhe as lendas de PORTUGAL, e pertence ao centro de estudos Ataíde Oliveira.
esta lenda encontra-se impressa no painel de azulejo na Fonte do Milagre junto ao S. Francisco.


APL 2151

Há muitos anos, no tempo dos reis, habitavam no nosso termo apenas duas grandes famílias. Uma vivia ali para os lados do Prado da Cal. A outra vivia no Cabeço de Anta. Eram duas famílias muito rivais. Andavam sempre à bulha uma com a outra. A família do Cabeço de Anta cultivava o pão e as batatas. A que habitava no Prado da Cal, andava sempre à caça e comia o que encontrava. Ela não gostava de trabalhar no campo e na sua religião adorava as mulheres grávidas. Cada vez que uma mulher estivesse embaraçada era posta num altar, lá dentro de um buraco das pedreiras e depois iam rezar aos seus pés.
Os que habitavam no Cabeço de Anta tinham outra religião: adoravam um homem que tinha dado origem à família como a Deus. Estes queriam que se seguisse a sua religião.
Certo dia estes das pedreiras estavam a rezar a uma mulher grávida que se chamava Salselas. Tinham muitos cravos nas mãos. Os do Cabeço de Anta aproximaram-se e atacaram-nos e depois fugiram para onde habitavam. Os outros correram atrás deles e apanharam-nos no sítio onde hoje está a nossa povoação. Aqui combateram muito mas os do Prado da Cal foram vencidos,
Entretanto Salselas tinha fugido, para os lados do S. Francisco mas um homem do Cabeço perseguiu-a e quando a apanhou matou-a na encosta que dá para o Ranhadouro. Depois enterrou-a junto de uma fraguinha.
Um dia mais tarde, um filho do homem que matou Salselas andava por ali a guardar ovelhas. Era verão e fazia muito calor. Ele e as ovelhas tinham muita sede. Uma delas começou a raspar a terra junto daquela rochinha e a água começou a nascer. Beberam e acalmaram a sede.
O pastor depois cavou mais fundo e quanto mais cavava mais água saía, até que o pastor descobriu o esqueleto da mulher que o seu pai tinha ali enterrado. O pastor também tinha “cravos” nas mãos e ao mexer na água desapareceram. Deu-se então um milagre. Por este milagre identificou-se a mulher como sendo a Salselas. E aquela fontinha passou a chamar-se a Fonte do Milagre. Os pastores ainda hoje a cobrem sempre com uma muralha de pedras à volta. As pessoas daí em diante começaram a ir lá buscar água para lavar os “cravos” para desaparecerem.
Depois daquele grande milagre as famílias fizeram as pazes e criaram uma povoação ao fundo do cabeço de S. Francisco, onde hoje se chama Portela e deram-lhe o nome de Salselas para se lembrarem da mulher que foi vítima das rixas entre eles. Construíram também uma igreja onde hoje se chama o Calvário, na Abadia.
Muito mais tarde houve uma velha povoação construída no local onde se tinha dado a batalha dos seus antepassados.
Hoje a aldeia que conhecemos é na fronteira das terras que pertenciam às duas famílias.